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Patrimônio mundial da Unesco, Museu de Arte de Pampulha terá anexo projetado pelo escritório Horizontes Arquitetura

Criado por Oscar Niemeyer para ser um cassino, o espaço será utilizado apenas para eventos e exposições de arte contemporânea. Nova instalação ficará com as obras de arte

Luísa Cortés, do Portal PINIweb
8/Setembro/2016

O Museu de Arte de Pampulha, em Belo Horizonte, Minas Gerais, será restaurado e terá um anexo construído com projeto do escritório Horizontes Arquitetura. O prédio original foi projetado por Oscar Niemeyer nos anos 40 para ser um cassino, não oferecendo condições adequadas para abrigar obras de arte.

“As montagens de instalações de arte contemporâneas e montagem de suportes para exposição de pinturas, muitas vezes, exigem fixação de elementos nos pisos, paredes ou janelas, o que vem causando sérios danos ao edifício. As grandes fachadas envidraçadas não permitem controle da radiação solar. A estrutura espacial do edifício e as restrições do tombamento impedem a instalação de equipamentos para controle de temperatura e umidade. Estas carências podem causar danos às obras de arte e, além disso, a falta destes controles dificultam o recebimento de exposições internacionais, pois os grandes museus exigem condições expositivas adequadas para envio das obras de grandes artistas”, explica o arquiteto e urbanista Marcelo Palhares Santiago.

A construção é tombada como patrimônio histórico em três instâncias: municipal (através da Diretoria de Patrimônio Cultural – DIPC), estadual (pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – IEPHA), e federal (pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan). Ela também faz parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. 

A Unesco concedeu um prazo de três anos às obras. O edifício principal terá, após a restauração, um setor educativo, biblioteca, readequação da área administrativa, valorização de elementos existentes por meio de iluminação cênica e nova comunicação visual. Serão revitalizadas todas as janelas, fachadas e materiais nobres de revestimento.

O anexo, por sua vez, ficará em frente ao MAP, e terá reservas técnicas especialmente projetadas para receber o acervo de obras do edifício principal. Também contará com sala de exposição, ateliês de restauro e museologia, centro de documentação, processamento e pesquisa, administração e oficinas, foyer com bilheteria e cafeteria.

Com área de 3,1 mil m², o edifício homenageia o antigo cassino, ao mesmo tempo que absorve as funções para as quais ele não está preparado. Ele deverá receber exposições do acervo e internacionais, enquanto o edifício antigo servirá para eventos e instalações de arte contemporânea, que não exigem o controle da luz natural, temperatura e umidade.

“O anexo respeitará a estética moderna e o conceito do paisagismo original, pois o edifício ficará recuado da calçada, criando um grande jardim frontal, integrado visualmente com a arquitetura e com os jardins de Burle Marx do outro lado da avenida. O novo edifício servirá como referência de integração com o patrimônio, com uma arquitetura ousada e contemporânea, mas ao mesmo tempo discreta, deixando o destaque para o conjunto moderno de Niemeyer e para as obras de arte que estarão em seu interior”, encerra Palhares.

O escritório foi contratado para a elaboração do projeto pela Fundação Municipal de Cultura, e pela Prefeitura de Belo Horizonte. Ainda não há previsão para o fechamento temporário do MAP e para o início das obras. É estimado que a reforma leve dois anos para ser concluída.



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