Estúdio Gamboa de Arquitetura é selecionado para executar o projeto de edifícios de uso misto em Santa Maria, no Distrito Federal | aU - Arquitetura e Urbanismo

Edifícios

Notícias

Estúdio Gamboa de Arquitetura é selecionado para executar o projeto de edifícios de uso misto em Santa Maria, no Distrito Federal

"A proposta se distingue pela compacidade do pavimento tipo gerando uma proporção eficiente entre as áreas privativas e comuns, reduzindo o custo das unidades", disse o júri do concurso da Codhab-DF

Luísa Cortés, do Portal PINIweb
9/Dezembro/2016

O Estúdio Gamboa de Arquitetura ficou em primeiro lugar no concurso nacional de projetos de arquitetura e complementares para edifícios de uso misto na Região Administrativa de Santa Maria, no Distrito Federal. Provinda de Vila Velha, no Espírito Santo, a equipe é também formada por Camila Celin Paris, Naiene Cardoso, Naiara Menezes e Luisa Zacche. A competição foi promovida pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF).

Segundo o escritório, o projeto estabelece uma oportunidade de intervenção sobre a quadra, que funciona como ambiente de transição entre o edifício e a cidade. Para aproveitar ao máximo os terrenos disponíveis, as edificações estão localizadas na face oposta à divisa dos lotes, na qual a diretriz urbanística prevê afastamento obrigatório.

As edificações foram, portanto, aproveitadas ao máximo do seu potencial construtivo. São oito pavimentos por edifício, com 56 unidades habitacionais em cada lote. Os acessos de veículos estão nas vias de menor hierarquia, de trânsito local.

“A proposta se distingue pela compacidade do pavimento tipo gerando uma proporção eficiente entre as áreas privativas e comuns, reduzindo o custo das unidades”, elogiou a comissão julgadora.

As passagens e as áreas de permanência no térreo marcam zonas de transição entre o caráter essencialmente público do uso comercial e o caráter privado das moradias, resolvendo com clareza e de forma gentil ao pedestre, os desníveis do terreno.

De acordo com as arquitetas, eles oferecem um sentido de organização, conforto e segurança. Ainda há a conciliação entre a presença do estacionamento no térreo, os acessos aos níveis em subsolo e a sua relação com a praça interna. Dessa disposição surgem espaços dos quais os moradores podem se apropriar, o que gera um sentimento de pertencimento e identidade.

“O projeto se destaca pela articulação dos volumes e da relação entre os espaços comuns, privativos e a topografia. Introduz de forma fortuita o uso comercial ao longo da Avenida Alagados, contribuindo para a sua consolidação como eixo de comércio e serviços. A praça central possui escala adequada a apropriação e integração entre os moradores”, ressaltou o júri, na sua avaliação.

O volume da edificação é recortado para oferecer o espaço comum nos pavimentos, além de fortalecer o contato visual entre o interior, o espaço livre central e os edifícios. As fachadas são, nesse conjunto, os “olhos da rua” e da praça interna. O pavimento tipo é formado por sete unidades: seis com dois dormitórios e uma com três.

As unidades habitacionais atendem às diretrizes do programa Minha Casa Minha Vida, e à norma de acessibilidade NBR 9050. Por isso, são adaptáveis a pessoas com mobilidade reduzida (PMR). A disposição dos ambientes também visa ao maior aproveitamento de ventilação e iluminação natural.

O projeto ainda prevê estratégias de aproveitamento de recursos naturais, como ventilação cruzada em todas as unidades e iluminação natural, aliadas ao emprego de materiais e técnicas com baixo custo de manutenção.

A edificação tem sua eficiência ampliada com a utilização de placas solares para o aquecimento de água, e com o sistema de coleta e tratamento de águas pluviais para reuso em bacias sanitárias e irrigação dos jardins e medidores individuais.

O térreo sob o pilotis é estruturado por sistema de concreto armado in loco, enquanto os pavimentos superiores, por alvenaria estrutural em bloco de concreto. Quanto a essa questão, o júri recomendou que fosse revisto o método construtivo, com relação à viabilidade técnica e econômica.

Outros vencedores

Em segundo lugar, ficou o projeto de Ricardo Felipe Gonçalves (São Paulo-SP) e em terceiro, de Alexandre Luiz Gonçalves (Belo Horizonte-MG). Foram concedidas menções honrosas a Diogo Erdmann Valls (Porto Alegre-RS), Alessio Gallizio (Brasília-DF), Pablo de Caldas Paulse (Goiânia-GO), Carlos Alexandre Kolb da Rocha (Curitiba-PR), Danilo da Silva Barbosa (São Paulo-SP) e Moacir Zancopé Junior (Curitiba-PR).

Os primeiros três colocados levam prêmios nos valores de R$ 30 mil, R$ 20 mil e R$ 10 mil, respectivamente. O grupo de Vila Velha ainda terá direito a assinar um contrato de realização do projeto executivo completo, no valor de R$ 300 mil.

Confira os outros projetos selecionados e a avaliação completa do júri clicando aqui. 



Destaques da Loja Pini
Aplicativos