Metro Arquitetos reorganiza fluxos e projeta nova Ladeira da Barroquinha, em Salvador | aU - Arquitetura e Urbanismo

Urbanismo

Metro Arquitetos . Salvador, BA . 2013/2015

Metro Arquitetos reorganiza fluxos e projeta nova Ladeira da Barroquinha, em Salvador

POR: MARIANA SIQUEIRA FOTOS: ILANA BESSLER
Edição 260 - Novembro/2015

Até o final de 2013, a Ladeira da Barroquinha era uma confusão: na rua ascendente que liga a igreja homônima à praça Castro Alves, no centro de Salvador, espremiam-se carros, barracas de comércio ambulante, comerciantes, compradores e pessoas de passagem. O espaço atendia a todos, mas não atendia bem a ninguém. A situação chamou a atenção dos paulistanos do Metro Arquitetos Associados, que a poucos passos dali realizavam a requalificação do Cinema Glauber Rocha para convertê-lo em Espaço Itaú de Cinema - um trabalho que foram convidados a fazer em salas distribuídas por seis capitais brasileiras. A área pavimentada contígua ao cinema tampouco estava em sua melhor forma, já que era integralmente tomada para estacionamento de carros, todos os dias.

Uma parceria entre o banco e a prefeitura municipal permitiu-lhes propor também uma requalificação desses espaços públicos, de maneira a ordenar os fluxos, criar novas áreas de estar e novos contextos urbanos para a apreciação de vistas e construções importantes em área tão nobre de Salvador.

Diante da grande responsabilidade de intervir em espaços com edificações históricas, os arquitetos buscaram referências em fotos antigas do lugar. Assim descobriram, por exemplo, que o platô ao redor do cinema, conformado pelo velho muro de contenção que margeia a ladeira, costumava servir como mirante para olhar a Baía de Todos os Santos e a Igreja da Barroquinha. Essa vocação estava sufocada por gigantescas figueiras que cresceram ao pé do muro e que agora ameaçavam a estrutura graças a suas vigorosas raízes - com o devido aval de técnicos da prefeitura, essas árvores exóticas foram removidas, liberando vistas e espaço. Logo, foi a vez de retirar o tráfego de carros da ladeira - que era uma rua sem saída, já que seu topo era coroado por um lance de escadaria de granito - e o excesso de vagas de estacionamento na praça ao redor do cinema, reduzidas a um máximo de dez.

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