Os lançamentos da Revestir 2014 | aU - Arquitetura e Urbanismo

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Especial Revestir 2014

Os lançamentos da Revestir 2014

Por Camila Berto Tescarollo
Edição 240 - Fevereiro/2014

Laminados, vinílicos e cimentícios


Foto: Marcelo Negromonte
O projeto da reforma de um apartamento da década de 1960, em Salvador, privilegiou o uso de revestimento cimentício em todas as paredes e no teto, com a aplicação de tinta com efeito concreto, da Suvinil. Os arquitetos Gabriel Magalhães e Luiz Cláudio Souza levaram em conta o custo e o jogo de luz criado pela iluminação para a escolha do revestimento. Os tons frios ainda contrastam com o piso de madeira, original do apartamento, e a cômoda, criada a partir de um antigo deque

Para o arquiteto Mauricio Karam, os laminados e vinílicos tiveram uma evolução positiva nos últimos tempos, ganhando novos modelos, mas mantendo boa performance. "Em casos que temos que atender com custo reduzido, com fácil aplicação e manutenção baixa, eles são muito bem-vindos", avalia. No mercado de laminados, as marcas continuam investindo na melhora do sistema de encaixe e instalação, lançando versões sem cola. Em 2014, as novidades são coberturas aplicadas diretamente ao piso: há opções resistentes a manchas de respingos e coberturas que dão nova textura ao piso. Cores vivas - como roxo, laranja e vinho - também aparecem em placas de laminados que revestem bancadas, armários e prateleiras.

Os pisos vinílicos, resistentes à água, ampliam a gama de texturas e cores, consolidando a tendência da reprodução de padrões madeirados, inclusive em modelos que simulam decks de piscinas. Há lançamentos de PVC reciclado, com propriedades antifúngicas e antiderrapantes.

Relevos e texturas aparecem também nos cimentícios, em peças inspiradas em formas geométricas e elementos da natureza. Alguns modelos permitem que o arquiteto rearranje a ordem dos revestimentos, criando uma nova composição. Ganham força também os elementos vazados de cimento.

No campo das pesquisas, os cimentícios já são vistos como produtos com propriedades suficientes para locais como paredes, que não demandam tanta resistência mecânica. Segundo Rafael Pileggi, professor do Departamento de Construção Civil da Poli-USP, "neste caso, a escolha é mais de arquiteto do que de performance".

"O cimentício dá um tom contemporâneo ao projeto, além de chegar a um resultado diferente e prático para limpar"
Gabriel Magalhães, arquiteto

Cerâmicas e porcelanatos

A pesquisa para o aperfeiçoamento das cerâmicas anda a todo vapor. Segundo Steferson Luiz Stares, gerente do Instituto Senai-SC de Tecnologia em Materiais, as empresas têm procurado desenvolver materiais maiores, mais finos e com menor peso. Os laboratórios, por outro lado, correm para acompanhar essa tendência e criar ensaios padronizados para peças grandes.

"As máquinas recebiam azulejos de 30 cm x 30 cm e agora as peças têm quatro vezes isso", diz Steferson.

As grandes placas de porcelanatos aparecem com textura slim e tratamento contra manchas e riscos. Nas cerâmicas, há opções com tratamento antibacteriano. Ganham força cores e estampas - tanto geométricas quanto mistas -, como é o caso do patchwork.

"As peças coloridas ficam boas em ambientes mais descontraídos, como churrasqueiras, e mesmo no interior da casa", diz a arquiteta Maria Claudia Luna. Esses azulejos agora passam a ocupar áreas antes não usuais, como salas e quartos.

Algumas peças recebem textura e relevo e imitam materiais como a madeira. Nesse aspecto, a impressão Full HD, um dos grandes destaques de 2013, aperfeiçoa-se, e pedras, madeira, tijolos de demolição e troncos cortados são algumas das estampas reproduzidas nos revestimentos. Em 2014, os porcelanatos ainda ganham uma linha assinada pelo estilista italiano Valentino, inspirada em cimentos decorativos.

Apesar do boom das peças imitativas, elas não são unanimidade entre os arquitetos. "Prefiro usar o material de verdade, e parece que o mercado está se esquecendo de um público que quer cerâmica com cara de cerâmica", critica o arquiteto Ivo Mareines.

"O porcelanato dá contraste e impressão de duplicação, mas, como são peças grandes e muito finas, o azulejista precisa ter muito cuidado na hora de aplicá-las e saber como instalar esse tipo de piso muito bem"
Ivo Mareines, arquiteto


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