Como especificar: sistemas para projetos de interiores corporativos | aU - Arquitetura e Urbanismo

Tecnologia

Interiores corporativos

Como especificar: sistemas para projetos de interiores corporativos

Por Lucas Rodrigues
Edição 222 - Setembro/2012

Pisos elevados

divulgação Edo Rocha Espaços Corporativos
Criado pelo arquiteto Edo Rocha, o projeto de interiores da Accor incorpora piso elevado da Aceco Floor com grelhas circulares para o arcondicionado, que é insuflado pelo piso

Moldados in loco ou removíveis, os pisos elevados facilitam a instalação e a manutenção das instalações técnicas, permitem a incorporação de saídas de ar-condicionado e proporcionam rapidez e flexibilidade na montagem e nas alterações de layout. São encontrados em diferentes materiais, tanto para a composição das placas e de seus acabamentos, quanto para a estrutura de sustentação, que pode ser metálica ou de polietileno reforçado.

Para Sílvio Heilbut, um dos produtos mais recomendados para ambientes internos corporativos, por sua resistência, é o de chapa metálica com base de concreto celular. "Você não sente que está andando em um piso elevado", diz o arquiteto. As placas também podem ser compostas de madeira aglomerada, laminado melamínico ou chapa vinílica.

Os pisos de placas removíveis podem receber acabamentos de materiais como carpetes, placas de PVC, madeira e pedra. As peças ainda podem ser fornecidas com acabamento do tipo laminado ou PVC. De carpetes a materiais cerâmicos, os pisos elevados moldados in loco ou monolíticos também podem receber qualquer tipo de revestimento.

Entre as novidades, destacam-se os pisos que já vêm acabados com o mesmo material de composição, como os de ardósia, granito, porcelanato e mármore. A instalação de sistemas complementares e a grande capacidade de carga também devem ser mencionadas. "Algumas instalações, como grandes data centers, têm piso elevado de grande altura e insuflamento de ar-condicionado em plenums (espécie de câmaras de ar), além de suportarem cargas significativas", explica Sílvio.

Para o arquiteto Edo Rocha, a integração entre os pisos elevados e o sistema de ar-condicionado é mais que uma tendência, é a melhor solução. "No futuro, só haverá ar-condicionado pelo piso", garante. De acordo com o arquiteto, as inovações para esse recurso estão nas tecnologias do sistema de difusão do ar pelo piso. "As formas como esses difusores estão sendo instalados estão passando por evoluções", afirma.

"A integração entre os pisos elevados e o sistema de arcondicionado é mais que uma tendência, é a melhor solução" Edo Rocha, arquiteto

 

Mobiliários

Maíra Acayaba
Assinado pelo escritório Piratininga Arquitetos Associados, o projeto do escritório da Mercapital dispõe de mobiliário discreto e funcional que favorece o bom aproveitamento do pequeno espaço

O mobiliário corporativo de hoje atende a um layout aberto e panorâmico. "A tendência, hoje, é a diversidade de ambientes e a mobilidade", pontua o arquiteto João Paulo Beugger. As estações de trabalho curvas e de canto perderam espaço para as estações plataforma, instigadas principalmente pelo uso de telas planas de computador.

No caso das mesas, os produtos trazem itens e recursos que oferecem maior flexibilidade na configuração dos espaços, como superfícies de vários tamanhos e de fácil ajuste. As exigências crescem e desafiam designers a criar um mobiliário capaz de interagir com instalações como cabeamento elétrico, de dados, de telefonia e de condicionamento de ar.

Por conta da economia e do cuidado com o meio ambiente, o material mais utilizado nos mobiliários dos escritórios é o MDF com revestimento em laminado de baixa pressão (BP). O produto tem custo mais baixo e reproduz cada vez melhor a madeira em textura e tonalidades. Para cadeiras, uma tendência é o uso de membrana sintética como a poliamida expandida no encosto, material que se adapta ao corpo do usuário e oferece liberdade de movimento.

A questão ergonômica, aliás, deve estar no centro das preocupações. "Não tem como não adotar as normas de ergonomia", afirma a arquiteta Maria Regina Otero. Para João Paulo, a adequação do mobiliário não pode se limitar às mesas e cadeiras. "Sempre é possível sofisticar o desenho do mobiliário para garantir saúde e oferecer condições de conforto, independentemente da atividade", conclui.

"A tendência para o ambiente corporativo hoje é a diversidade de ambientes e a mobilidade" João Paulo Beugger, arquiteto

 

Divisórias

Alexandre Oliveira/Jafo Fotografia
No escritório de advocacia Araújo e Policastro, projetado pelo Omma, as divisórias do tipo piso-teto são de vidro temperado de 10 mm, feitas sob medida pela Vidraçaria JR Vidros

Cada vez mais integrados, os ambientes corporativos precisam incorporar produtos flexíveis e que ofereçam liberdade de remanejamento. Isso inclui as divisórias modulares, divididas em dois principais tipos: piso-teto e baia. Tanto em uma quanto em outra, o vidro tem sido fundamental para aumentar a área e dar transparência aos ambientes de trabalho, ao mesmo tempo em que permite momentos de privacidade com instalação de persianas entre vidros.

O bom desempenho acústico é exigido das divisórias piso-teto, geralmente especificadas para salas de reunião e de videoconferência. Por isso, são indicados produtos com vidro duplo ou painéis acústicos recheados com lã de vidro ou fibra mineral. Existe um padrão de largura que varia entre 1,20 m e 1,25 m por módulo, e altura determinada pelo tamanho da chapa de revestimento.

Já as divisórias do tipo baia promovem maior contato entre os funcionários e tendem a dinamizar a comunicação. De acordo com Gisele Conde, arquiteta do escritório GCSA, as divisórias devem ser modulares para facilitar mudanças no layout e remanejamento dos espaços.

 

 

PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2


Destaques da Loja Pini
Aplicativos