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Tecnologia

Clarear e expandir

Investimentos tecnológicos do vidro nas últimas décadas o transformaram em boa opção para transmitir leveza, favorecer a iluminação natural e economizar na manutenção

POR VINíCIUS SEGALLA
Edição 172 - Julho/2008
 

Linha do tempo - vidros

Divino Advíncula
Décadas de 1930 e 1940
Niemeyer utiliza o vidro em duas obras que são emblemáticas em seu trabalho: o edifício-sede do Ministério da Educação e Saúde no Rio de Janeiro (1936), com fachada de vidro, e no conjunto da Pampulha (1940). Na foto, fachada de vidro do Museu de Arte da Pampulha.


acervo PINI
1951
Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi inauguram sua Casa de Vidro no bairro do Morumbi, em São Paulo - as paredes de vidro dão infinitude ao espaço visual sem ferir a intimidade, já que, cercada por amplo terreno arborizado, não pode ser vista por quem passa na rua. Foi tombada pelo Condephaat como patrimônio histórico em 1987.

divulgação Ricardo Julião

1981
O Edifício Dacon, projeto de Ricardo Julião, é totalmente revestido com placas de vidro. É o primeiro edifício da capital com esse revestimento em toda a fachada.









divulgação Aflalo e Gasperini


1983

Com 20 andares e 93 metros de altura, o Citigroup/Citibank tem projeto do escritório Aflalo & Gasperini, na avenida Paulista, em São Paulo. Seis mil metros quadrados de vidro laminado a quente recobrem a fachada, ao lado do granito. Foi uma das primeiras utilizações de fachada-cortina no Brasil, com a tecnologia de silicone glazing para instalação dos vidros - que têm 4 mm de espessura na lâmina externa, 6 mm na interna e uma folha de vinil butyrol laminada a quente entre elas.


divulgação SOM
1997
O Edíficio Birmann 21 é considerado um "prédio inteligente". Com projeto do escritório norte-americano SOM (Skidmore, Owings & Merrill) em co-autoria com o Kogan Arquitetos Associados, foi construído em 1997 e traz como principal característica os estudos sobre os graus de insolação nas fachadas, para especificar e qualificar os vidros instalados em cada uma das faces.




Victor Almeida
2002
Também projeto do norte-americano SOM, mas desta vez em parceria com o escritório Júlio Neves, o Bank Boston possui 18 tipos diferentes de vidro em seus 140 m. Entre as variedades, destacam-se os vidros à prova de balas e os low-E, de baixa emissão térmica. Para garantir o conforto térmico, aplicou-se vidro insulado com 25 mm de espessura total: face externa de low-E 6 mm, câmara de ar de 13 mm e vidro float transparente de 6 mm.


Daniel Ducci
2007
A fachada do Eldorado Tower, de Aflalo & Gasperini, recebeu fechamento em estrutura unitizada com três tipos de vidro. Sobre as áreas fechadas foram utilizados vidros com revestimento em pintura cerâmica branca, sobre vidro sem chumbo. Nas aberturas foram utilizados vidros que garantem alta transparência de dia e de noite tanto de fora para dentro quanto de dentro para fora e, ao mesmo tempo, têm alto fator de sombreamento diminuindo a insolação. Nas vigas entre vãos foram utilizados vidros verdes com pintura cerâmica verde opaca.

Ana Mello
2008
A transparência do lobby do térreo, com fechamentos em vidro, é uma das marcas do Rochaverá, obtida com projeto de caixilharia de Paulo Duarte - e também projeto de Aflalo & Gasperini. Toda a estrutura do caixilho é de vidro e as peças metálicas são instaladas apenas para fixação entre as peças, além de tirantes de cabo de aço para travamento. A massa dos vidros não possui chumbo para garantir máxima transparência.

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