OBRAS SOBRE PILARES REFORÇADOS | aU - Arquitetura e Urbanismo

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FERNANDO BRANDÃO - LIVRARIA CULTURA

OBRAS SOBRE PILARES REFORÇADOS

REFORMA TRANSFORMA O ANTIGO CINE ASTOR NA NOVA UNIDADE DA LIVRARIA CULTURA NO CONJUNTO NACIONAL. PROPOSTA TIRA PARTIDO DO PISO INCLINADO DA SALA DE PROJEÇÃO E ACRESCENTA DOIS PAVIMENTOS À CONSTRUÇÃO. ASSIM A ÁREA DA LOJA FOI TRIPLICADA, ATENDENDO A IDÉIA DE TORNAR A MEGASTORE EM CENTRO CULTURAL

POR SILVANA ROSSO FOTOS FRAN PARENTE
Edição 160 - Julho/2007

Ponto de intenso movimento na avenida Paulista, o Conjunto Nacional é um raro empreendimento de uso misto em São Paulo. Planejado na década de 50 pelo arquiteto David Libeskind, o complexo é, desde 1969, endereço da Livraria Cultura, empresa criada em 1947 e que hoje possui um catálogo diversificado com mais de dois milhões de títulos, além de CDs e DVDs. A Cultura ainda organiza dentro de suas lojas concertos, shows, noites de jazz, palestras, "cafés filosóficos" e noites de autógrafos.

Aos 60 anos, a empresa comandada pela família Herz executa seu plano de expansão e implanta novos conceitos de marca e identidade visual, além de investir seis milhões de reais na abertura de uma nova loja no Conjunto Nacional, na área antes ocupada pelo Cine Astor, fechado há seis anos. Com 4.300 m2 distribuídos em três pavimentos, a megastore reúne as quatro unidades que estavam espalhadas pela galeria do Conjunto Nacional, transformando-se em centro de cultura e entretenimento.

O Cine Astor quase virou igreja evangélica, bingo e casa de espetáculos. Tombado pelo Condephaat e com piso inclinado, "problemas" segundo os locatários desistentes, estava às moscas quando foi salvo pela família Herz, assumindo de vez a vocação desse espaço para a cultura.

Foram justamente a declividade e o tombamento do edifício que conduziram o partido do projeto na prancheta de Fernando Brandão. O arquiteto, que se autodenomina um "outsider da escola paulista de arquitetura", é responsável por duas filiais da rede de livrarias na capital paulista e pelas lojas em Brasília, Porto Alegre e Recife. Ao tratar da sede no Conjunto Nacional, Brandão, que tem o dom de lidar com o lúdico e o imaginário, recebeu a missão de dar unidade à rede - incluindo áreas para exposição e venda de DVDs e CDs -, e alinhar o ambiente à nova identidade visual. A loja conta ainda com um café e uma sala de teatro.

Centro de entretenimento
Atendendo à premissa de que a nova unidade da avenida Paulista deveria ser um centro cultural, Fernando Brandão baseou-se no conceito-padrão da unidade do Shopping Villa-Lobos, na zona Oeste de São Paulo, e adaptou o projeto ao layout do espaço. O arquiteto tirou partido da declividade do galpão, distribuindo os espaços ao longo do piso inclinado e em três pavimentos. A proposta também respeitou a concepção de Libeskind em que a entrada principal ficava no corredor da alameda Santos.

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