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CONFORTO NO ALTO

Com características acústicas e modularidade, forro mineral ganha o mercado comercial, mas pede atenção para o tipo de instalação

Por Giovanny Gerolla
Edição 155 - Fevereiro/2007

Sempre presentes em órgãos públicos, teatros e cinemas, aeroportos, hotéis, prédios de escritórios e outros edifícios comerciais, os forros minerais são elementos fibrosos e, portanto, porosos e absorventes que possuem atenuação acústica e podem, dependendo do caso e especificação, contribuir para o isolamento do ambiente.

A grande vantagem está no fato de serem removíveis e facilitarem, assim, acesso e manutenção. "O pulo do gato está no cálculo certo do coeficiente de absorção, ou seja, em se determinar no projeto qual deve ser o desempenho acústico, e procurar o forro condizente no mercado", indica o professor José Fernando Cremonesi, do Departamento de Tecnologia da FAUUSP.

Segundo Mitsuo Yoshimoto, pesquisador do Laboratório de Conforto Ambiental e Sustentabilidade dos Edifícios do IPT, "os forros têm boa absorção, mas não ótima", já que não podem ser tão espessos, o que acarretaria em aumento do peso da placa. "A combinação da porosidade da fibra com a espessura da placa dá o resultado acústico final. O filme plástico que reveste o material, contudo, acaba prejudicando seu desempenho", explica Yoshimoto. Como o filme reduz a porosidade da placa, acaba diminuindo também sua capacidade de absorção - e é por esse motivo que, para não perder sua característica de absorção, os forros semi-rígidos possuem perfurações. A absorção desses forros varia de 27 db a 42 db.

Os tamanhos-padrão a serem aplicados sob laje são 1.250 mm x 625 mm ou 625 mm x 625 mm. O acabamento é dado com perfis T metálicos de alumínio ou aço, clicados (de encaixe), podendo ser de borda reta, ou lay in (a placa se encaixa sob o perfil, reta) ou ainda tegular, em que se percebe um rebaixo, ou degrau abaixo do perfil, que fica escondido. Geralmente, os perfis são de aço galvanizado e a espessura de sua face exposta é de 15 mm ou 24 mm.

Na instalação, um tirante de arame galvanizado é fixado na laje, preso por um suporte regulador de nível. Esse último é fixado na travessa de perfil principal, que deve ser alinhado para o encaixe dos perfis secundários. Feita a armação dos perfis já nas modulações especificadas, apóiam-se as placas. "Há ainda o acabamento do perímetro, nas paredes, com uma cantoneira em L feita do mesmo material do perfil principal", descreve o engenheiro civil Fernando Ferreira de França, da F3 Construtora, especializada na execução de forros e divisórias.

Normas técnicas, como a NBR 9442/86, garantem o desempenho acústico do material, além de resistência à umidade e ao fogo, com testes de combustibilidade e densidade ótica de fumaça. O mercado oferece produtos resistentes a 90%, 95% ou 100% de umidade relativa do ar. O forro mineral, geralmente utilizado em ambientes com sistema de ar-condicionado, não pode ser colocado diretamente sob o telhado, e deve haver ventilação. Para que o material não empene, fabricantes indicam a aplicação de isolante térmico entre telhado e forro.

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